Rodes – Ρόδος: Para voltar, um dia…

Último destino grego: Rodes. Uma das ilhas mais distantes de Atenas, mas muito próxima da costa turca, a apenas uma hora de catamarã de Marmaris (ou a um olhar da janela do quarto).

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A própria história da ilha é uma grande sucessão de alianças com Atenas e com os persas (e também com os macedônios sob Alexandre, o Grande.) Foram conquistados pelos egípcios, estiveram sob comando do império bizantino e controlados na Idade Média pelos Cavaleiros da Ordem de São João, estabelecidos na ilha na época das cruzadas. Coloque nesta mistura uma boa dose (quatro séculos!) de ocupação otomana, até que os italianos fincaram o pé no começo do século XX. 

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Rodes é grega. Mas é também italiana, turca…Ocidental e oriental. Uma mistura típica de lugares antigos, de passagem de povos, cujo resultado é absolutamente especial e intrigante.

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Não existe lugar melhor para se sentir a delícia e a estranheza da mistura do que na própria cidade antiga. A sua estrutura claramente medieval se mistura com os minaretes das mesquitas…sempre com a ocupação grega moderna frente aos olhos. E é só sair um pouco das muralhas para conferir os prédios modernistas e art déco construídos pelos italianos.

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A tentação de quem chega a Rodes é se deixar ficar na capital. E eu devo dizer que é difícil mesmo resistir a cada cantinho da cidade antiga, aos seus becos, igrejinhas, muralhas, praças…

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Mas é preciso sair das muralhas e andar pelo porto, conhecer a cidade nova…Ir além, pegar o carro e percorrer a ilha, que é um bocado grande: por mais que se leia sobre a diversidade de paisagens e atrações, a surpresa é inevitável. Que pode começar pelo choque que é chegar a Lindos, segundo lugar mais visitado na ilha e um encanto de qualquer ângulo…

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Sendo o lugar habitado mais antigo da ilha, fundamental é subir até a Acrópole de Lindos e suas ruínas. Mas também caminhar por suas pequenas vielas, espiando seus pátios através das grades, observando os pequenos detalhes das casas…

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Mas quando você acha que a ilha está dada como vista, surge a oportunidade de continuar rumo sul, admirando as bonitas praias quase desertas que surgem aqui e ali…

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…mas praias são outra atração bastante conhecida de Rodes. Mesmo fora de temporada, vários vôos charter aterrissam diariamente, entregando europeus do norte que se hospedam nos grandes hotéis da costa e rapidinho seguem para suas espreguiçadeiras.

Gostoso mesmo é escolher uma rota qualquer e curtir o deslumbrante interior.

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Não é um lugar de onde se esperar grandes atrações. Mas é perfeito para quem gosta de dirigir tranqüilamente: as paisagens são inacreditáveis. Passe por pequenos vilarejos perdidos no meio do nada, coma em boas tavernas, tenha sempre água à vista, seja perto ou no mar que se vê no horizonte…

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…admire o verde nos diversos tons, enquanto percorre a região vinícola…

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…e não hesite em parar quando der vontade. Castelos em ruínas surgirão no seu caminho. Sítios arqueológicos também. Quando menos se espera, vem uma surpresa.

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Rodes é grande, mas acolhedora. Talvez por ter recebido tanta gente na sua história…ou talvez pela hospitalidade e gentileza dos que vivem ali hoje. E é espetacular. E múltipla. E não preciso de mais motivos para querer voltar ;-)

Um guarda-sol para chamar de meu

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No dia seguinte à visita a Delos, Apolo resolveu interceder e amanheceu um dia lindíssimo de sol. Hora de sair cedo, pegar o carro e seguir em direção às praias, finalmente!

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(mapa de www.lonelyplanet.com)

Pelo que pude perceber, a oferta de praias aqui é uma das melhores de todas as ilhas gregas e por isso tanta gente aparece aqui na alta, inflacionando os preços das espreguiçadeiras. São mais belas que as de Santorini, por exemplo…e bem mais agradáveis que as longas praias cheias de grandes hotéis de Rodes.

E além de tudo, elas são próximas umas das outras e com perfis diferentes, o que agrada os que gostam de variedade. Com apenas mais um dia inteiro na ilha, resolvi reduzir a duas as praias escolhidas para aproveitar o dia de sol. A primeira foi Platys Gialos, muito próxima da cidade de Mykonos.

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É uma enseada pequena, bastante urbanizada…a ocupação aqui é total: hotéis de ponta a ponta e guarda-sóis tomando toda a faixa de areia. Mas com a temporada alta já terminada, pude me dar ao luxo de escolher o que mais me agradava, na beirinha da água.

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É uma praia com freqüência bem diversificada, clima agradável…Ótimo lugar para conhecer pessoas, todo mundo relaxado, puxando papo numa boa… A água tem aquela cor maravilhosa a que já tinha me acostumado no Mediterrâneo e é perfeito para dar aquele mergulho (na verdade é tão boa que não dá vontade de sair). E tem serviço de bordo!

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Tomar sol e banho de mar depois de um dia nublado e de garoa como o anterior foi uma sensação boa demais. Tanto que só saí da minha espreguiçadeira, com muito custo, no meio da tarde para almoçar em Paradise, outra praia linda e deliciosa de se ficar. Adoraria ter mais um dia para poder chegar de manhã e esquecer da vida ali…

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Boa parte das famosas casas noturnas (e, bem, diurnas também…) da ilha fica aqui, na praia. Na temporada, a balada funciona sem parar, com poucos intervalos para os animados dormirem umas horinhas e voltar. Mas como agosto já ia longe, a movimentação era discreta, todo mundo só aproveitando o sol.

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Para quem está no espírito esportista, existe uma operadora de mergulho do lado esquerdo. Já para aqueles no espírito naturista, o lado direito de Paradise é perfeito para tirar a roupa.

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Já no final da tarde, e já no modo exploração, eu quis dar uma passadinha em Super Paradise, a praia-balada com maior freqüência GLS.

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Por causa do horário e da época do ano, a praia estava uma desolação só. Mas deve ser muito bacana relaxar ali e ver a agitação…

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Aproveitando o carro, continuei pelo interior da ilha, por paisagens bucólicas, que nada lembram as imagens de ilha cosmopolita que Mykonos passa…

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…visões de ovelhas e casas antigas, um contraste total com as praias vistas pouco tempo antes.

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Circulando pelas estradinhas estreitas e vazias, o objetivo era chegar a Ano Mera, um vilarejo tradicional, bem no centro da ilha…

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…conhecido por seu mosteiro, estabelecido originalmente ali no séc. VI.

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Amarrando a canga como uma saia comprida, entrei primeiramente no pátio…um lugar calmo e silencioso, cheio de flores ao redor…

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…e, dentro da linda igreja forrada de ícones, foi como se estivesse em um outro mundo. Só eu sentada e dois padres orando: um cantava e o outro percorria a sala com o incenso. Me permiti ficar ali por um bom tempo…e depois relaxar no pátio um pouco mais…

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Na volta para o hotel, uma breve passada pelo porto novo, para admirar a movimentação dos grandes cruzeiros…mas nem precisaria muito, porque poderia vê-los de camarote :cool:

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Última noite em Mykonos…feliz de poder aproveitar bem o dia, de sair com a melhor das impressões da ilha. Feliz de poder ter mais um pôr-do-sol inesquecível para a coleção…

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(Próxima parada: Rodes! :-D )

No centro do mundo: Delos – Δήλος

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Era uma vez…uma deusa que, grávida de Zeus, fugia da ira de Juno (esposa dele). Latona procurava um local protegido, onde pudesse dar à luz os gêmeos que esperava, já que Juno tinha uma colaboração fundamental: Gaia, a deusa terra, que impedia a fixação da futura mãe em qualquer solo.

Mas aí entra em cena Delos, uma ilha flutuante, sem vínculos com Gaia, mas com Posêidon, deus dos mares. É ela quem vai abrigar Latona e ser o local de nascimento de Apolo, deus da luz e das artes, e sua irmã gêmea Ártemis, deusa da caça.

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Depois do nascimento dos dois deuses e de Zeus torná-la uma ilha fixa, Delos foi presenteada com um templo, tornando-se sagrada. E também centro das Ilhas Cíclades, que formam justamente um círculo em torno de Delos.

Qualquer lugar que tenha como história um mito desses, deve ter algo de realmente especial…Então aproveitamos o nosso primeiro dia em Mykonos para…sair dela e seguir para a vizinha. O sítio arqueológico fecha às segundas (o outro dia inteiro que teríamos) e o tempo nublado convidava a trocar a praia pela exploração histórica (não acho que sol combine com grandes espaços descampados…)

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Como estávamos em cima da hora, o nosso hotel nos reservou lugares no barco, mas pode-se ir diretamente ao porto antigo da cidade e adquirir os tíquetes de ida e volta, além da entrada no sítio. Nós ainda resolvemos pegar um tour com guia, para aproveitar melhor a experiência. Os barcos tem várias saídas de manhã, assim como várias alternativas de volta, sendo a última às 15h.

A viagem é curta, cerca de meia hora e no píer já se tem uma visão ampla da ilha e do sítio arqueológico…

(Caso queira se localizar, tem um mapa bastante completo e legível de Delos aqui.)

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Encontramos a nossa guia, uma grega espalhafatosa e divertida, que começou o tour pelo bairro do Teatro, à direita de quem desembarca na ilha. Além de ser originalmente um local sagrado, sede do Santuário de Apolo desde o século VIII a.C. e tendo depois sido submetida a Atenas, Delos experimentou seu apogeu econômico e comercial na época helenística. Nesta época grandes comerciantes se estabeleceram na ilha e construíram suas mansões, exatamente neste bairro. Passear por aqui é encontrar os vestígios das que já foram restauradas, como a Casa do Tridente, identificada pelos mosaicos relacionados ao mar, como o do próprio tridente de Posêidon e do golfinho ao redor da âncora.

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Estas grandes casas do Bairro do Teatro têm como padrão a disposição dos cômodos ao redor de um pátio ao ar livre com colunatas, normalmente decorados com mosaicos complexos, cheios de cores. Esse é o caso também da Casa de Dionísio, uma das mais grandiosas, onde o pátio central abriga o mosaico do deus em questão montando uma pantera. O que se encontra no local hoje é uma cópia, o original está dentro do museu do sítio arqueológico, de onde tirei a foto que abre este post.

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Outras casas interessantes para se dar uma olhada são: a Casa de Cleópatra (não, não é a que vc está pensando…), onde ainda pode-se ver as estátuas dos donos da casa (decapitadas, mas o que esperar? Estátuas são uma raridade aqui…); e a Casa dos Golfinhos, com um lindo mosaico retratando os próprios. Em todo lugar se vê resquícios destes mosaicos coloridos…

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Ao final desta rua, se chega ao Teatro propriamente dito: infelizmente a construção está bem deteriorada… 

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…mas o cisterna ao seu lado está em muito melhor forma. Ela abastecia a cidade inteira e era essencial, já que a ilha é inóspita.

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Voltando no sentido do píer e seguindo em frente, entramos na área que era originalmente o grande Santuário de Apolo e onde estão também todas as estruturas que davam apoio aos peregrinos. Infelizmente pouco ainda foi recuperado desta área: as escavações, iniciadas no final do séc. XIX, deram prioridade ao Bairro do Teatro.

Mas é aqui que estão as réplicas do mais famoso símbolo de Delos, o Terraço dos Leões. 

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Originalmente existiam nove leões, formando uma avenida chamada Caminho Sagrado, que margeava o santuário. Hoje os poucos originais que resistiram foram levados até o museu do sítio, que guarda também os mosaicos originais mais preciosos e outros objetos.

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É bacana sentar no terraço do museu, só observando o perfil do sítio arqueológico, com uma pequena área verde à direita, onde ficava o Lago Sagrado (onde Apolo e Ártemis teriam nascido), os poucos vestígios da área do santuário, as construções mais recuperadas à esquerda…

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Depois de uma pausa e já sem guia, decidimos voltar no último barco, o que nos deu tempo de subir o Monte Kythnos, o ponto mais alto da ilha.

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É um caminho árido, mas a todo lugar se pode ver restos históricos, jogados por aqui e ali…e alguns poucos moradores da ilha: lagartos e caramujos.

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Passa-se ainda por algumas das mais bonitas construções da ilha, a Casa de Hermes…

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…e o Templo de Ísis, no Santuário dos deuses estrangeiros, já na encosta do monte.

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A subida vale a pena: não é muito íngreme e dali se tem uma visão completa de Delos quase que inteira, além das ilhas próximas, incluindo Mykonos.

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A essa altura do dia, já não tinha mais ninguém no topo, só eu e alguns pássaros divertidos, ’surfando’ correntes de ar :-D

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Lá em cima, depois de um tempo relaxando, é que percebi como Delos havia me tocado. Não saberia explicar, mas me senti tão bem na ilha…tanto que senti ter que descer, ao ver o barco se aproximando no horizonte e o relógio chegando quase nas 3 horas. Hora de voltar a Mykonos…

* Esse é um post com bibliografia :-D Para outras novelas gregas, dêem uma olhada em ‘O Livro de Ouro da Mitologia’, de Thomas Bulfinch. Ótima companhia para uma viagem à Grécia.

Mykonos – Μύκονος: …sem balada

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Vou ser muito sincera com vocês: a escolha de Mykonos foi uma dúvida até o último momento. E vários são os motivos para isso: o primeiro deles é que tínhamos a impressão de que era uma ilha temática – balada. E não era bem isso que estávamos procurando.

O outro motivo então era…justamente a falta de motivo. Escolhemos Santorini pela beleza impactante e única, Rhodes pela história, Milos pela calma e paisagem… Se não queríamos agitação, por que Mykonos então? Vilas cicládicas típicas e praias bonitas podiam ser encontradas em qualquer outro lugar. Mas havia também a questão Delos, o que fazia a diferença. E, já que a curiosidade estava instalada…ok, fechamos :-D

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Felizmente, o hotel foi uma das escolhas mais fáceis da viagem e outro grande acerto. O Vencia fica um pouco acima da cidade de Mykonos, em cinco minutos de caminhada. Está todo reformado e novinho, é moderno e confortável, ótima comida e café da manhã, serviço atencioso e internet gratuita (atualmente está em 1º no Trip Advisor na cidade). Além disso tem uma piscina de borda infinita linda, com uma super vista da cidade e do mar. E o nosso quarto tinha uma das melhores vistas, oba!

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O primeiro dia foi reservado para Delos, pois o tempo não estava bom para pegar praia e, dos dias em que ficaríamos na ilha, era o único em que o sítio arqueológico estaria aberto. Sem problemas…como não dá para ficar até muito tarde lá, aproveitamos o resto do dia nublado para conhecer a famosa cidade de Mykonos.

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(mapa de mappery.com)

Junto com Santorini, Mykonos faz parte do pacote básico de qualquer um que sonhe em ir para as ilhas gregas pela primeira vez. Você pode dar uma olhada em qualquer anúncio de pacote para a Grécia e as duas vão estar lá, de mãos dadas. Mas com uma grande diferença: os casais vão se identificar mais com a primeira, enquanto a última atrai quem quer dançar o dia inteiro (e algo mais…). Mas Mykonos também tem praias famosas e uma das cidades cicládicas mais típicas, onde também fica o porto da ilha.   

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chora (capital) da ilha  é um dos maiores labirintos onde já estive, talvez perca para Veneza. Para ‘control freaks’ e fanáticos por mapas, como eu, é uma loucura: é melhor simplesmente esquecê-los e andar sem direção. E logo a ansiedade por se encontrar desaparece – o padrão casas-brancas-e-becos é sempre delicioso de se observar.

Como uma das ilhas mais cosmopolitas, Mykonos também é uma maravilha para quem gosta de comprinhas, lojas e mais lojas de vários tipos: marcas internacionais, souvenirs, ateliês, estilistas locais…Tem também vários pontos turísticos manjadíssimos (mas muito simpáticos), conhecidos de todos que folheiam as revistas de turismo: para começar a ‘Pequena Veneza’ (Little Venice)…

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É um daqueles lugares de que se tem idéia totalmente diferentes de se conhecer ‘ao vivo’. Bem, pelo menos nessa minha cabeça…São várias casas construídas quase que dentro d’água e a maioria delas funciona como bar/balada. Há uma continuação desse trecho com restaurantes com mesas à beira d’água. É bem bacana caminhar por ali à noite, beber alguma coisa num dos bares, com a visão dos moinhos, do outro lado – outro clássico miconiano.

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Voltando desta parte da cidade, Alefkandra, para o porto, passa-se por um dos cartões postais de Mykonos, a igreja de Panagia Paraportiani. Na verdade ela é uma mistura de várias delas, construídas em torno do do século XV. Ela fica linda em fotografias, toda branca e linda contra um céu azul. Claramente não foi o efeito que eu consegui :roll:

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E finalmente, não um ponto turístico, mas um mascote: Petros, o pelicano. Na verdade seus substitutos, que andam para lá e para cá ao redor do porto…já que o verdadeiro está empalhado em um dos museus da cidade :roll: Mas a verdade é que observá-los é uma diversão e dão um charme extra à capital, que já tem um bocado de personalidade.

(Para a @Marcie14, um oferecimento d’A Turista Acidental :mrgreen:

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A verdade é que a pequena capital da ilha é um lugar encantador…Sob as luzes do pôr-do-sol é muito romântica, assim como ao anoitecer.

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Uma delícia sair para fazer umas comprinhas nos trechos badalados e e jantar em restaurantes escondidos e charmosos…

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…depois percorrer as áreas mais tranqüilas, desertas, passando ao lado do mar e ouvindo a água batendo contra os muros e casas…a visão dos moinhos iluminados…

Um caso de amor antigo

Você conhece alguém que não gosta de Paraty? Eu não.

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Já perdi a conta de quantas vezes já estive lá e ainda não consigo enjoar. E duvido que isso aconteça um dia. Paraty é um daqueles lugares pelo qual você se apaixona à primeira vista: paixão avassaladora, da qual você não consegue tirar os olhos. Vocês conhecem a sensação…é assim que me sinto toda vez que estou lá. Uma excitação de estar ali de novo, e ao mesmo…um conforto como estar em casa.

Por isso não hesitamos em seguir para lá na última Páscoa, com alguns amigos também fãs, com os quais já estive lá outras vezes. Dessa vez a idéia era fazer algumas coisas diferentes das últimas viagens, mas os meninos queriam mostrar para o resto da turma alguns lugares que eles gostam muito. Se para eles estava ok, para nós estava perfeito, então…descemos a serra, deixamos nossas malas no hotel e seguimos para a pousada Le Gite d’Indaiatiba.

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Nós gostamos sempre de ficar no centro histórico, mas se hospedar no Le Gite é uma experiência bem diferente: é optar por ficar no ’sertão’, na Serra da Bocaina, com uma vista da baía de Paraty ao longe. O hotel é rodeado por uma linda área verde e é perfeito para quem quer sossego absoluto.

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E o melhor é que dá para aproveitar a pousada mesmo sem se hospedar, pois seu restaurante, bastante premiado, é aberto ao público: muito peixe e frutos do mar num ambiente rústico e charmoso.

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Os donos da pousada são uma mineira e um francês, que decidiram fazer da serra a sua casa e receber muito bem seus hóspedes. Além de mimar com boa comida e papo, ainda podemos abusar da hospitalidade e nadar na bonita raia de água natural ou curtir a cachoeira que fica dentro da propriedade.

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Pois é…o tempo não estava maravilhoso, como vocês podem perceber pelas fotos. Mas…como resistir a uma cachoeira, especialmente quando estava precisando urgentemente de uma para relaxar? (Para casos de stress, cansaço e derivados, dra. Emília prescreve: cachoeira já! ;-) )

Estava gelada, mas…ótima! Quase todos não resistiram ao apelo e pularam na água. Difícil entrar, sair…mais difícil ainda.

(Com mais tempo na cidade, vale a pena sair um pouco da beira-mar para conhecer as cachoeiras nos arredores: são várias no caminho para Cunha. Os nomes fogem à memória – fizemos o circuito há uns 7 anos atrás… – mas me lembro bem da cachoeira do Tobogã. Muito cuidado com ela. Sério.)

Outro passeio clássico é ir até Trindade, antiga vila hippie que hoje é apenas…muvucada. O esquema ‘alternativo’ pode até não ser a sua praia, mas Cachadaço sim. Vale sair da cidade, dirigir um trecho da Rio-Santos, outra estradinha até a vila e ainda fazer uma trilha, para chegar até essa prainha que se parece mais com uma grande piscina, cheia de grandes pedras e peixinhos. Estar num dia de sol em Cachadaço é um grande prazer. Mas ficará ainda melhor se puder vir fora de feriados e ter um pouco mais de privacidade.

Dessa vez nada de Cachadaço, mas o destino era próximo: a praia do Sono.

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Para chegar até ela, é preciso virar à esquerda um pouco antes da estradinha para Trindade, já tendo saído da Rio-Santos, seguir até o condomínio de Laranjeiras, deixar o carro e seguir por uma trilha por cerca de uma hora. A caminhada é bem tranqüila e já dá para receber a recompensa um pouco antes de chegar: a visão da praia do alto.

A praia é lindíssima, cheia de chapéus-de-sol em toda a extensão. É toda aninhada no colo da montanha e rodeada de muito verde. Apesar da grande ocupação de campings, a praia é limpa e tem siris de montão ;-)

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Uma pena só que o tempo estivesse tão nublado…e com ressaca! Não pudemos curtir a praia como se deve, pois o mar estava muito perigoso…Caminhando pela praia, uma onda me pegou de surpresa e levou minhas havaianas… a sorte é que eu estava bem longe da arrebentação. Tudo bem…Iemanjá reclamou a oferenda :oops:

(Abaixo o resto do grupo andando despreocupadamente, ainda sem perceber a fúria marítima…)

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Depois de descansar e comer, observamos o mar bravo e veio a constatação de que não daria para simplesmente estender a canga e relaxar. Resolvemos a vontade de entrar na água procurando uma queda d’água indicada pelo pessoal da vila. Bem, era mais um poço, mas bem agradável e suficiente para tirarmos a maresia do corpo, trazida pela ressaca.

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A essa altura o sol já tinha saído timidamente, mas nada de banho de mar, as ondas continuavam fortes…

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Dava vontade de ficar até o pôr-do-sol, sentados nas mesinhas sob as árvores, mas ainda tínhamos uma trilha pela frente…

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A trilha para Antigos e Antiguinhos, duas praias lindas que queríamos ter visitado, ficou para uma próxima. Para chegar a elas é só cruzar a praia do Sono, subir e descer um morro. Ficamos só na vontade com a descrição dos meninos.

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Contra todas as expectativas, foi realmente um lindo final de tarde…

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…que não confirmou uma melhora do tempo no dia seguinte. Pelo menos a ressaca tinha acalmado e resolvemos fazer um passeio de barco. Mas nada de escuna, acabamos fechando um barquinho pequeno no cais para nós 6. Como já era domingo e mar ainda tinha um resto de ressaca, haviam vários há disposição, todos ligados à Associação de Barqueiros de Paraty, preço tabelado, mas nesse dia totalmente negociável.

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Queríamos ir até a vila de Paraty-Mirim, chegando até o Saco do Mamanguá e mais, se possível. Mas o mar não estava totalmente sossegado para sairmos da baía e ficamos por perto mesmo. Fomos até a linda praia Vermelha, onde pudemos nadar e curtir um pouco, sem sinal de ressaca…

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…a pequena e adorável praia da Lula, com direito à parada estratégica para água de côco…

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…Saco da Velha e parada final da ilha do Algodão, para almoçar no Restaurante do Hiltinho: boa comida, ótimo ambiente e vista.

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Na volta, a sempre aguardada visão do centro histórico: primeiro a visão da pequena igreja de Nossa Senhora das Dores, depois a Matriz e no final, a conhecidíssima Santa Rita.

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Já era domingo e último dia…final de tarde é sempre uma hora mágica para andar pelo centro histórico: a luz do final do dia dá um ar melancólico e muito belo aos casarões. Bom é caminhar sem pressa, evitando a movimentação da rua do Comércio e da praça da Matriz, seguindo pelas ruas desertas mais próximas ao mar, onde as luzes começam a ser acesas…

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Outras viagens…

Paraty tem atrações para uma tonelada de visitas…Além das muitas possibilidades de passeios de barco (e que valem a pena pela linda paisagem de mata com mar verde), Trindade com suas praias e as cachoeiras (sobre as quais já comentei), vale comentar sobre o trekking de três dias percorrendo as praias da Ponta da Joatinga, acampando. Deve ser lindo, mas somente para os mais animados.

Outro atrativo da cidade é a sua concentração gastronômica. Além dos dois restaurantes citados aqui, podemos indicar o Merlin, o Mago e o Porto. Mas o melhor de todos, de longe, é o Banana da Terra, da chef Ana Bueno. Imperdível.

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