(A grande) San José é uma festa

Chegamos ao aeroporto de San José numa tarde chuvosa e quente, depois de uma escala em Lima. Os nossos anfitriões, mesmo com tantas coisas para resolver antes do casamento, foram nos buscar e seguimos adiante, aproveitando para colocar o papo em dia enquanto esperávamos o trânsito se resolver.

Não nos hospedamos na capital, mas em Heredia, uma charmosa cidade da grande San José, a apenas 11km da capital. Ficam ali a Universidad Nacional, sedes de multinacionais (especialmente de tecnologia), algumas construções coloniais e também pontos de interesse mais pessoais para nós. Além de estar numa região mais alta e com muito verde, Heredia também se revelou ideal para fugir do trânsito de San José e um bom ponto de saída para ir aos lugares que queríamos visitar.

Ficamos no excelente Hotel La Condesa, que, além de ser muito confortável e ter ótimo serviço, era um ponto estratégico, já que a festa de casamento seria no próprio hotel.  Aproveitamos o resto da tarde comendo decentemente, relaxando e fazendo social, já que muitos dos convidados/viajantes já tinham chegado também.

Reservamos estes quatro dias para relaxar, comer bem, (re)ver a família do Charles e, claro, fazer o que todo turista gosta: turistar :mrgreen: A região em torno da capital é cheia de coisas muito bacanas para se fazer e normalmente se chega a elas através de estradinhas pequenas por áreas de linda vegetação e cidadezinhas simpáticas.  Aliás, tudo na Costa Rica é fácil: a escala das cidades é humana, as pessoas sempre têm um sorriso no rosto e adoram te ajudar, a comida te lembra alguma coisa familiar…A única questão a que não nos acostumamos é a da orientação: eu, que sempre me vangloriei de ter um ótimo senso de direção, me senti muitas vezes totalmente perdida por lá, como uma bússola desmagnetizada. O método de usar cem metros como um padrão de referência de distância também não ajuda: pode significar 100m, um quarteirão ou nenhum desses dois :roll:

Bem, vamos lá: o primeiro desejo era ver um vulcão. Sabe aquele clichê de criança, vulcão triangularzinho e tudo? Pois é, nunca tinha visto um e saber que eu estava perto de tantos aguçou a curiosidade antiga: a Costa Rica está localizada sobre o Círculo de Fogo do Pacífico e possui mais de 100 vulcões, apenas alguns destes ainda em atividade. Dois destes estão muito próximos de San José: o Irazú e o Poás, sendo que escolhemos este último por estar mais próximo de Heredia.

O nosso pecado: saímos tarde e nem chegamos ao final da subida até o estacionamento do parque nacional. Uma névoa cobria tudo e não veríamos sombra da cratera. Ok, meia volta e alguns minutinhos até o La Paz Waterfall Gardens. Esse parque particular seria uma amostra do que veríamos freqüentemente na nossa viagem: um turismo muito bem estruturado. O parque é organizado ao redor de um rio que tem cinco lindas cachoeiras, com um conjunto de trilhas e mirantes que facilita a visão de todas elas.

Além disso, eles têm um borboletário (existem muitos destes no país e também fazendas de borboletas para exportação)…

…um jardim de beija-flores (muitos e muitos, eles passam zumbindo por você, sem medo)…

…e um belo ranário, onde você descobre um sapinho (venenoso) diferente em cada canto (ok, com a ajuda do monitor melhora bastante).

(Já deu para perceber que eu adoro sapos? :roll: :mrgreen: )

O lugar é lindíssimo e divertido e ainda bem que a chuva só foi cair bem no final do nosso passeio. Mas ainda não tínhamos desistido de visitar o Poás. Uma boa parte do nosso grupo se animou no dia seguinte e saímos bem mais cedo. Hmmm…os deuses que habitam os vulcões deviam estar enfurecidos, porque a névoa estava lá. Bem, já que não iríamos voltar por uma terceira vez, continuamos. Estacionamos. Andamos até a borda da cratera. E esperamos.

E esperamos…eba!

Essa é a cratera principal, com seu lago cor-de-experimento-químico-que-não-deu-certo. É aqui que se pode ver o vulcão em atividade: nestes últimos tempos o único sinal visível é a fumacinha discreta que sai das paredes da cratera (felizmente). A visão que se tem da cratera principal é muito impressionante, assim como a mata que cobre as encostas do vulcão e que abriga algumas trilhas, como a que vai até a outra cratera, a da Laguna Botos, só que com uma visão bem diferente…

Apesar das nuvens, ou por causa delas, a paisagem nos prendeu. Que lago…e que mata! Esta cratera não está ativa há muito tempo e isso explica a existência de todo esse verde. Valeu a pena ter entrado no parque mesmo com todas as chances contra ;-)

Ainda pudemos, nestes dias, conhecer Heredia: o clima é de cidade do interior, com muitas pessoas relaxando na praça da catedral, muito comércio e cafés ao redor. O centrinho da cidade é muito simpático e tem algumas construções coloniais, do séc. XIX e começo do séc. XX. 

(fotos de www.tropicocr.com (e) e www.commons.wikipedia.com (d) )

Fomos também até Sarchí, uma cidade cheia de artesãos, que fazem principalmente este tipo de pintura, típica da Costa Rica (o carro de boi também é símbolo do país).

Claro que demos um pulinho em San José, mas a visita a pé foi totalmente frustrada por uma forte chuva, assim como o almoço planejado num restaurante charmoso, que não achamos de jeito nenhum (nem o segundo restaurante escolhido, nem o terceiro…). Simplesmente não nos encontramos por lá. Pelo pouco que vimos, nos pareceu uma cidade muito agradável, com alguns bairros bons para se passear a pé e um centrinho típico de capital latino-americana, mas não é caótico, só movimentado.

E por último, e mais importante, o motivo de nossa viagem: o casamento! O local da cerimônia não poderia ter sido melhor escolhido: uma capelinha charmosa no meio do mato, na área alta de Heredia, de onde se tinha uma vista maravilhosa de San José…e dali, direto para a festa animadíssima no hotel, pertinho dali, com direito a muita salsa, shots de tequila e até escola de samba!

Foi um belo começo de viagem que prometia :-)

Tem muita coisa a ser feita nessa região chamada Valle Central. Aqui seguem algumas sugestões do que eu faria numa próxima vez em San José e arredores:

- Vulcão Irazú (dizem que dá para ver os dois oceanos do topo) e Cartago, cidade colonial: 24 km ao sul de San José

- San José, para explorar o centro, construções históricas e visitar o Museu de Jade.

- Fazenda de borboletas La Guácima: aproximadamente 25 km a oeste de San José, é uma oportunidade de ver a exploração comercial das pupas (a borboleta dentro da crisálida).

- Parque Nacional Braulio Carrillo: é uma região grande de floresta tropical protegida, que está praticamente às bordas de capital. É possível fazer trilhas, incluindo a subida até o Vulcão Barva, e um outro passeio recomendado, a observação da floresta no Rain Forest Aerial Trams.

- Rafting: a região próxima a Turrialba (64km de San José) é a chamada capital do white-water rafting na Costa Rica e o maior movimento se dá em torno dos rios Pacuaré e Reventazón. Normalmente são comprados pacotes nos quais já está incluído o transporte.

Outro programa muito procurado são as fazendas de café, como a Britt, com programação turística que inclui visitas às plantações e degustação, tudo muito organizado, claro. Mas para uma mulher que tem suas raízes em uma área cafeeira do sul de Minas e desde criança brincou em terreiros de secar café, o passeio me pareceu um pouco ‘gringo’ demais. Mas eles aproveitam todo o seu potencial turístico e isso é de se admirar. Por que não podemos fazer o mesmo por aqui?

Com o pé na estrada: Costa Rica

A Costa Rica não é um destino muito conhecido ou desejado pelos brasileiros. Um dos motivos é uma certa dificuldade para planejar a viagem: existem poucos vôos e, apesar de um destino latino-americano, o país não é muito barato em função das pencas de turistas europeus e, principalmente, norte-americanos que aparecem por lá. O outro motivo é que…por que sair do Brasil para ver florestas tropicais? Fauna típica? Plantações de café? Lindas praias?

Porque o país se parece uma versão miniatura do nosso e essa é justamente uma das boas razões para visitá-lo. Em poucas horas você sai da capital para uma linda praia na costa caribenha, para logo depois estar numa região parecida com o Pantanal, dar um pulinho até os parques nacionais de floresta e em mais duas horas estar na costa do Pacífico. Bacana, não é mesmo? E que tal ainda colocar uns vulcões e um temperinho latino na mistura? :-D

Pelas descrições que já tinha lido, a Costa Rica era um daqueles lugares que eu sabia que iria adorar. A desculpa perfeita para aterrissar no aeroporto de San José era o casamento do Charles, grande amigo do Marc e de quem ele seria padrinho. Depois do casamento, os noivos, amigos e família sairiam para uma lua-de-mel inédita e coletiva, percorrendo o país de costa a costa, literalmente.

(mapa tirado de costa-rica-guide.com)

Se eu quero ir??? Claro que eu quero :mrgreen:

Nossa viagem começa em San José e arredores, continua pela costa caribenha sul, Puerto Viejo de Talamanca…

…passando depois pela lindíssima região do vulcão Arenal…

…pelas florestas de Monteverde (e a super diversão do canopy)…

…até a outra costa, a do Pacífico, praia Sámara e Carrillo…

…e voltando ao Caribe, desta vez na costa norte, para aproveitar as praias e os canais cheios de vida de Tortuguero.

Eu já estava morrendo de saudades dessa viagem, feita em julho de 2006…e esse blog também é uma desculpa, só que para relembrá-la ;-)

PS: Essa série é uma homenagem ao nosso queridíssimo anfitrião Charles e à sua muito gentil família :-D

A migração do Pato Econômico - Ushuaia

Seguindo a trilha do Pato Econômico, Ushuaia:

Bem vindos ao Fim do Mundo

Esta é sem dúvida uma das regiões mais bonitas da América…Viajar até o fim do mundo: conhecer o canal de Beagle, lagos cristalinos emoldurados pelas montanhas nevadas e parques repletos da vida selvagem…é um excelente programa. Além disto, no carnaval custa menos do que o pacote em um pousada do litoral norte. Para se viajar com todo o conforto, gastamos, entre 4 dias em Buenos Aires e 4 um Ushuaia, algo como US$ 1.350 por pessoa, valor este que inclui - ao contrário dos pacote - não só a passagem e hospedagem, como todos os passeios, refeições e extras. É hora de aproveitar o câmbio favorável e conhecer um dos maiores espetáculos da natureza, num lugar seguro e inesquecível.

A Patagônia é para você que gosta de paisagens e de caminhar. Aquilo já é majestoso, fica ainda mais lindo com as cores que só se encontram lá e em nenhuma outra parte do mundo…Se você gostou das nossas fotos, elas são totalmente originais, sem nenhum fotoshop.

A primeira dica do Pato Econômico é reservar tudo por conta própria, evitando os pacotes das operadoras. O pacote mais barato que vimos custava mais do que o que pagamos, com menos dias em Buenos e sem os passeios e refeições, que juntos custaram pelo menos US$ 400. Reservamos nossa passagem pela Submarino Viagens e usamos a recomendação da Emília para reservarmos nossa acomodação. (Nota da blogueira: recomendei ao Ernesto que desse uma olhada no incrível site que o Tony fez para relatar sua viagem para a Patagônia e ele gostou da pousada em que o Tony e a Cecilia ficaram em Ushuaia. Ela está descrita mais abaixo.)

A passagem Buenos-Ushuaia, ida e volta, sai por cerca de US$ 400 na Aerolineas Argentinas e um pouco mais nos aviões mais novos e com tripulação mais simpática da Lan. Para ir até Buenos, gastam-se mais US$ 220/350, dependendo da promoção que se consiga. Não vale a pena ir de ônibus pois, partindo-se de Buenos, são mais 3.000km até Ushuaia, boa parte deles por estrada precárias. Quem tiver tempo e paciência, pode descolar um vôo por até US$ 100 nos aviões operados pela Força Aérea Argentina, pela LADE, com horários incertos.

É uma excelente rota para fazer no verão, aproveitando os dias com luz até às 10 da noite, e especialmente para aproveitar o carnaval brasileiro, que não é feriado na Argentina. É um programa para quem gosta do frio, pois as temperaturas são baixas, embora durante o dia as caminhadas sejam bem agradáveis. Para quem quiser fazer compras, a região é Zona Franca, com boas compras de eletrônicos e os famosos casacos de couro, que são mais baratos que em Buenos Aires, pois não há impostos.

Ficamos nas Cabanas Tierra Mistica, uma pousada nova, aconchegante e bem localizada, com um preço bem camarada de US$ 80 por casal, incluindo o café da manhã e traslado até o aeroporto. A pousada tem fogão micro-ondas, o que é uma grande vantagem, pois permite comprar comida pronta no supermercado ou nas rotisserias, uma boa alternativa aos restaurantes locais, que são mais caros e não têm a mesma qualidade dos de Buenos. Para os mais econômicos, há diversos albergues com diárias a partir de US$ 15 por pessoa.

Quanto aos passeios, um dos mais bonitos é o de um dia inteiro de jipe, que leva você pelas antigas trilhas de lenhadores. O passeio começa num restaurante onde você conhece os huskys siberianos de olhos azuis que puxam trenós no inverno. Tem um churrasco com vinho à beira do Lago Fangano, com direito à visita dos simpáticos zorros, uma espécie de raposinha local, e termina com um passeio de caiaque num dos lagos azuis, que fizemos com a Nunatak Adventure. O passeio custa cerca de R$ 150, com almoço incluído.

Também recomendo o passeio pelas barragens de castores, onde você pode conhecer um pouco mais sobre estes simpáticos habitantes locais, que custa R$ 100, com jantar incluído e que pode ser comprado em qualquer uma das agências de turismo da Calle San Marin.

Várias agências fazem o canal de Beagle, vendendo seus pacotes no porto, mas eu recomendo especialmente o passeio com a agência Três Marias. Por aproximadamente US$ 50 por pessoa, fomos num emocionante passeio com um veleiro, com ondas que freqüentemente passam de 2 metros. A falta de conforto de um barco grande é compensada pela aventura e o contato com a natureza, pois estes barcos são os únicos que desembarcam nas ilhas, com seus cormorões, gaivotas e pingüins, numa inesquecível paisagem deserta, ao contrário dos demais que só observam a natureza de longe. O único porém deste passeio é que, como não há porto nas ilhas, o acesso se faz por uma pequena escalada, razão pela qual não recomendo este passeio para velhinhos ou pessoas com limitações físicas.

Quanto ao Parque Nacional propriamente dito, 2 dias são suficientes e há uma caminhada bordeando o lago que vai até a fronteira com o Chile e com certeza você vai ver patos selvagens, lebres, gaviões. As trilhas são bem sinalizadas e é muito mais fácil fazer as caminhadas por conta própria. Procure ir nos dias da semana, onde o parque é mais vazio e não é freqüentado pelos locais. Você pode ir de carro ou pegar um trecho do romântico ‘tren del fin del mundo’, onde, na companhia de cavalos selvagens, a locomotiva a vapor acompanha lentamente um riozinho que leva ao parque.

Nós alugamos um carro na Localiza por US$ 50 a diária, que achamos uma ótima maneira de percorrer o parque e as redondezas, mas quem estiver sozinho pode, por US$ 5, pegar uma lotação até a entrada do parque.

A melhor época para ir é de outubro a março, onde o dia tem temperatura agradável e só anoitece às 10 da noite. No inverno é frio, o dia é curto e penso que, mesmo com as paisagens diferentes, só compensa para quem curte esquiar, o que não é o meu caso.

E, só para finalizar, são possíveis duas extensões bárbaras para esta viagem: uma até a Península Valdez, já descrita pela Lucia Malla - basta fazer um stop em Trelew, que faz parte da escala da maior parte dos vôos. E outra é pegar o ônibus ou um avião para Punta Arenas e conhecer suas ‘pingueneras’ e, principalmente, o inesquecível parque Torres del Paine.

Mas aí já é outra viagem…

Obrigada, Ernesto!

A migração do Pato Econômico para o sul

Não foi só essa blogueira aqui que curtiu Buenos Aires recentemente. O nosso amigo Ernesto, o grande Pato Econômico e incansável viajante, também esteve lá (e também em Ushuaia) e nos enviou as suas dicas de como aproveitar bem a cidade sem abusar nos gastos. Com a palavra, Ernesto:

Passeio web para planejar o que você quer fazer: www.bue.gov.ar (com opção de português na parte superior da tela). Boas dicas de roteiros a pé, com mapas, e das atividades que estão muvucando. Um dos melhores sites oficiais que já vi até hoje.

Câmbio: Use sempre o Banco de La Nacion, especialmente se for trocar Reais. A taxa do Banco é 15% melhor do que a das casas de câmbio da Florida e torna desnecessário o trabalho de trocar Reais por Dólares, e estes por Pesos. O Banco de La Nacion fica depois do desembarque, logo à direita. Lembre-se que o dólar é bem aceito em compras, mas, em geral, a cotação do real não é boa.

Museu Evita: Toda a história de Evita Peron. Para você que gostou de Evita…Rua Lafinur 2988, Metro Plaza Italia. Lá perto você pode conhecer o Jardim Botânico (grátis), o Zoológico de Buenos e o Jardim Japonês (8 pesos cada um). Perto dele há um shopping novo e vazio onde você pode fazer compras, o Pátio Alcazar.

Táxi: Nunca tive qualquer problema, mas como já ouvi alguns relatos de pessoas que tiveram problemas, como voltas e notas falsas, recomendo pegar sempre os rádios táxis, que estão marcados na porta como tais. Os ônibus velhinhos são charmosos, mas você precisa de moedas no valor exato, pois a cobrança é por máquinas automáticas que não dão troco. A tarifa são ridículos 60 centavos de Real: 1 peso…O metro, que lembra bastante o de Paris, também merece ser conhecido.

Atrações culturais: Acho imperdíveis o Museu Nacional de Bellas Artes, Avda. Libertador 1473 - Horários: Terça a Sexta, de 12:30 às 20:30, Sábados e Domingos, de 9:30 às 20:30 (www.mnba.org.ar) Entrada gratuita. O Malba - Fundación Constantini (www.malba.org.ar) tem uma curiosa coleção de arte moderna, que, pela sua qualidade, agrada até aqueles que não são tão fãs de arte moderna como eu. Fica na Avda. Figueroa Alcorta 3415. Entrada a 14 pesos, mas é grátis na quarta-feira.

Novo e desconhecido: O museu do Tango, ao lado do Café Tortoni, a partir das 13:30, é uma das melhores barbadas de Buenos. Verifique antes pois geralmente de terça a quinta, há ensaios de orquestras de tango. Música de qualidade, em ambiente informal, além da história do tango.

Restaurantes: Fui na dica do Riq. Gostei muito do peruano que ele indicou, o Ceviche, na Costa Rica 5644, com almoço executivo a 30 pesos, e o La Cabrera, churrascaria na Cabrera 5099, com excelentes carnes a aproximadamente 70 pesos por pessoa, com vinho. Ótimas dicas no site www.guiaoleo.com.ar . Apesar do nome estranho, é um guia bem atualizado de restaurantes, com todos os tipos de comidas. Uma churrascaria bem tradicional é o La Estancia, perto do Obelisco.

Compras de casacos de couro, de excelente qualidade, por 140 dólares: Leather Shop, na Florida 544.

Melhores compras: maquiagem, roupas em geral, CDs e comestíveis.

Boas e novas dicas de Hotéis em Bs. As.: todos ficam no Centro, perto da 9 de Julho e Av. de Mayo, e ao lado do metro (Peru). Nenhum deles está nos consolidadores de hotéis tradicionais. Os preços que obtive foram no carnaval brasileiro, assim talvez numa temporada mais baixa seja possível negociar um desconto melhor. Os preços abaixo são para casal e incluem o IVA:

  • Hotel dos anos 30, bem arrumado e que conserva o esplendor da época de ouro de Buenos, com ótimo café da manhã, onde viveu Garcia Lopes, com diárias de 110 dólares. Castelar, na Av. de Mayo 1151. www.castelarhotel.com.ar
  • Minha dica de pato econômico é um Hotel pequeno, limpo, remodelado, com quartos agradáveis e ótimo chuveiro (não se deixe levar pela recepção, que é feia, e pela placa do American Express, que sugere locais caros). A diária para pagamento em dinheiro é de 150 pesos, ou cerca de 48 dólares: Splendid Hotel - www.hotel-splendid.com.ar - reservas: ventas@hotel-splendid.com.ar (falar com a gerente Carmen, muito simpática).
  • A melhor dica econômica para quem quer economizar e não quer ficar em albergue, diárias a partir de 35 dólares, é um hotel recém remodelado: Hotel Alcazar, Av. de Mayo 935, tel. 4535-0926 (não tem site). O preço não inclui café da manhã.

É isso aí, Ernesto! Quem sabe algumas dicas de Ushuaia também? ;-)

Fim de ano, fim de viagem

Ao voltar de um dia cheio (de sol) em Colonia, tudo o que queríamos era relaxar um pouco na nossa casinha portenha temporária. E era mesmo fundamental, pois era noite de Reveillon e ficar em casa não era uma opção…

Preferimos fazer a ceia em casa mesmo. A cidade estava totalmente cheia de turistas norte-americanos e europeus, conseqüência: os preços nos restaurantes estava inacreditável, fora que comida servida nestas circunstâncias costuma ser apenas aceitável. Fizemos nossas comprinhas no Carrefour do Shopping Alcorta (obrigada, Sylvia!) e trouxemos algumas gostosuras do free shop do barco também. Foi ótimo ;-)

Aproveitamos para comprar algumas mini-Chandon, que foram devidamente geladas até a hora de sair para a rua. O centrinho da Recoleta estava um sossego, mas tínhamos ouvido falar que alguma coisa acontecia em Puerto Madero. Táxi!

Mas cadê táxi nas ruas? Nada, nada…quando vinha um, estava tomado. Demorou um bom tempo até conseguirmos um em que o taxista mal-humorado despejava todo o seu veneno sobre esse hábito brasileiro de festejar a passagem do ano. Fogos? Pra quê? Aparentemente todos os argentinos estavam em casa quietinhos. Um pouco de conversa e veio uma certa melancolia: ‘Acho que, na verdade, somos um pouco tristes’. Ahh…fica assim não, moço. Cada um comemora do seu jeito ;-)

Em Puerto Madero finalmente vimos onde estavam as pessoas naquela cidade. Bem, pelo menos todos os brasileiros, hehe…e alguns europeus também. O clima estava ótimo, gente de todas as idades passeando, os restaurantes lotados, alguns com música na parte externa, gente dançando em toda parte.

Tudo estava lindo, muito iluminado, os barcos passando cheios de festa…uns fogos (até que bem razoáveis) estourando, espumantes abertos e aí está 2008 -D

Nos surpreendemos positivamente, achamos que seriam meia dúzia de gatos pingados reunidos para comemorar o Reveillon, mas parece que subestimei a nossa vontade de festejar (e a quantidade de brasileiros em Buenos Aires ). Foi uma noite muito divertida e gostosa. Para quem estiver pensando em algo parecido no próximo ano, ficam as sugestões:

1. Táxis são um problema nesta noite. Procure ir mais cedo do que fomos para Puerto Madero (já era quase 23:30 quando chegamos lá) e a volta…é um mistério. A não ser que consiga marcar com algum taxista, é bem provável que se volte a pé um certo trecho até conseguir um carro.

2. Fora Puerto Madero, não há muito a se fazer na cidade, que fica totalmente vazia. Os restaurantes pega-turista da Recoleta ficam cheios de gente pagando até 300 pesos por uma ceia, mas a animação é zero (pelo menos do jeito que gostamos).

3. Se possível, volte para o Brasil no primeiro dia do ano. A cidade fica absolutamente morta depois do Reveillon e até mesmo Palermo parecia um bairro fantasma. A Recoleta começou a despertar somente no final da tarde.

Depois de um dia de descanso e com a perspectiva de voltar para casa no dia seguinte, nada como fechar bem a viagem: uma visita ao Faena para jantar no famoso El Bistro e seus unicórnios starckianos -D

(site do Faena Hotel + Universe)

Até a próxima, Buenos! ;-)

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